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8 de dezembro de 2009

Frase do dia




63 pontos de alagamento em São Paulo.

A chuva fez mais pontos que o Palmeiras e estaria na Libertadores!





Hahahahahahaha...


Roubado do Blog do Juca.

30 de novembro de 2009

Sem o direito de errar


Em alguma das listas de email que faço parte, alguém mandou dois vídeos totalmente fora do assunto. O primeiro quase me fez vomitar. O segundo me fez entender um pouco do que se trata e me deixou com uma vontadezinha bem pequena de fazer algo vagamente similar.

Tratam-se de dois vídeos com imagens e entrevistas do escalador americano Dan Osman.

Sempre admirei escalada, mas nunca tive coragem de chegar perto. O contato com a natureza, o desafio, a preparação física, o convívio com seus próprios limites, as paisagens e as viagens sempre me atrairam. Na verdade, nem sei por quê nunca experimentei.

Mas uma coisa que é difícil de entender, principalmente para quem nunca fez algo parecido, é por que alguém arrisca tanto a vida?

Existem equipamentos e procedimentos de segurança que diminuem muito o risco. Praticamente ele só existe se não se segue as normas. Mas sempre, em qualquer atividade que envolva risco e adrenalina, como o trapézio, a bicicleta ou os jogos de azar, parece que as pessoas se enfadam do controle e precisam sentir aquele medo de que alguma coisa ainda pode dar errado.

É o vício em adrenalina.

Como com qualquer outra droga, o indivíduo dependente precisa de doses mais altas para sentir prazer. E Dan Osman, que foi um dos escaladores mais técnicos e admirados de todos os tempos, morreu disso. A auto confiança ou a perda da capacidade de avaliar o levaram a cometer um erro imbecil, interrompendo uma carreira brilhante e deixando mulher e filha desamparadas.

Valeu a pena? Só perguntando pra ele.

6 de setembro de 2009

Amor e ódio



"Tem os brasileiros que amam odiar os argentinos e tem os argentinos que odeiam amar os brasileiros, como já disse o sociólogo portenho Pablo Alabarces".

Interessante isso. Encontrado aqui.

13 de agosto de 2009

Juventus rumo a Tóquio

E não é que não fui só eu que tive esta idéia. Só que os caras foram muito, muito mais longe:

Um curta de Andréa Kurachi , Helena Tahira e Rogério Zagallo.

Domingo de sol, rua Javari congestionada de torcedores a caminho do tradicional Estádio Conde Rodolfo Crespi. Tinha palmeirense, corintiano, santista, são paulino… mas naquele dia, todos eram juventinos. O segundo time de coração de muito torcedor paulista e, por que não, brasileiro, tentava uma vaga inédita na Copa do Brasil.

Assim começa o “Juventus Rumo a Tóquio”, um curta que registra a emoção que tomou conta do estádio da Javari, na Mooca, numa final de campeonato em novembro de 2007.

“Juventus Rumo a Tóquio” acaba de ser selecionado pelo Festival Internacional de Curtas de São Paulo. E vai ser exibido no programa especial “Unidos na Paixão”.

Locais e horários:

Dia 21/08, às 16H00, no Centro Cultural São Paulo

Dia 22/08, às 20H00, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso

Dia 23/08, às 17H00, no Cine Olido

Dia 27/08, às 18H00, no Cineclube Grajaú

O 20° Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo começa dia 20 e vai até 28 de agosto, com entrada gratuita.


Assista o trailer aqui.


Ódio eterno ao futebol moderno!!!!

1 de julho de 2009

Contagem regressiva para as Fixolimpíadas

É um evento? É esporte? É brincadeira? É bebedeira? É um protesto? É uma farra?

É tudo isso.

É o segundo maior espetáculo da terra.

E é muito fácil fazer parte.

Maiores informações aqui.

7 de junho de 2009

Mais uma catástrofe



Notícia de hoje na gazeta esportiva:

"Líder no início da sexta rodada, o XV de Piracicaba necessitava de apenas um empate para conseguir a promoção. Contudo [sempre tem um contudo na vida do XV], a equipe acabou sofrendo uma pesada derrota de 3 a 0 para o Grêmio Osasco, que comemorou uma vaga à decisão da A-3.

Depois de um primeiro tempo sem gols, o time de Osasco abriu o placar logo aos três minutos da segunda etapa. João Paulo, de cabeça, abriu o marcador para o Grêmio. Aos 11, Souza balançou as redes e aumentou a diferença em favor dos mandantes. Mas o acesso acabou sendo finalizado apenas aos 47, quando Rogerinho decretou o fracasso do XV de Piracicaba."

Pelo menos, ano que vem, talvez poderei assistir ao jogo dos sonhos: XV e Juventus... pela série A3 do campeonato paulista.

Haaaaja coração!!

4 de abril de 2009

Arrancada



Não entendo bosta nenhuma de ciclismo. Meu negócio sempre foi bicicleta como meio de transporte. To começando agora a conhecer as infinitas possibilidades de competir com a magrela.

Mas é impossível não se impressionar com a arrancada que o Grégory Bauge dá neste vídeo. O outro cara não consegue nem pegar o vácuo dele.

2 de março de 2009

Usar ou não usar, eis a questão

Rolou uma discussão bacana, no Maglia Rosa, sobre usar ou não usar comunicação eletrônica em provas de ciclismo. É a velha discussão entre tecnologia X humano. Em sã conciência, ninguém é contra a tecnologia por princípio. Mas o uso dela tem que ser feito com bom senso. A fórmula 1 é um bom exemplo disso: hoje em dia a grande emoção é quando o carro pára nos boxes. Praticamente não existem mais ultrapassagens. O piloto é algo quase que supérfluo.

Reproduzo abaixo a argumentação do Rodrigo Fieira, que assino embaixo.

Sou favorável a tudo que visa aprimorar o ciclismo e a ciclística, tudo que vêm tornar o esporte mais rápido, mais dinâmico, mais competitivo, e mais seguro. Não fosse assim estaríamos competindo usando quadros de ferro, firma-pé, pneus com câmera, sem marchas, e sem capacete.

Mas, na minha opinião, o rádio não ajuda em nada disso. Ao contrário. O rádio torna as provas mais lentas, menos dinâmicas e menos competitivas. Quanto a segurança, não sei se hoje é mais seguro do que no tempo do Eddy por causa deles. Não reconheço como ajudam nesse ponto.

Ficam mais lentas, menos dinâmicas e menos competitivas pois, em etapas onde figuram na fuga ciclistas com muito atraso, estamos cansados de ver o pelotão deixar de trabalhar pra se cansar menos, permitindo a vitória da fuga. Ou em provas onde o pelotão só vai administrando a distância sem impor ritmo, fazendo verdadeiros passeios ciclísticos, ninguém ataca.

Está tudo muito controlado, muito fácil. Com exceções, ninguém ataca mais que o necessário e o pior, se não é necessário ninguém ataca (os poucos que deram alguma graça estavam encerados…).

Sinceramente, acho que isso não é voltar atrás pois não influencia diretamente naquilo que sempre existiu: homens, bicicletas e equipe de apoio. A eletrônica deveria ficar onde sempre esteve: fora do ciclismo (claro que isso não se aplica a coisas que não influenciam em resultados, como por exemplo os ciclocomputadores).

Mas duvido que isso aconteça, é muito mais cômodo pra todas as equipes. A choradeira iria ser muito grande. Eles jamais admititiam voltar ao tempo do bilhetinho.

Abraço!

9 de fevereiro de 2009

Ciclocross vs mountain bike


Sempre digo que os americanos são frouxos perto dos europeus. Mas isso não tem nada a ver com sexo ou opções sexuais. Por mais que todos comam hamburgeres e catchup, os americanos são mimados, curtem tudo mastigado demais e isso pra mim faz perder a graça.

O exemplo que usava para justificar essa afirmação jocosa era rugby versus futebol americano. Rugby é incomparavelmente mais legal do que seu neto degenerado. É mais bruto, mais livre e mais filosófico também. Ambos são formados e formadores das culturas onde são praticados.

Agora descobri um exemplo mais próximo: muito, mas muito antes mesmo dos americanos "inventarem" o mountain bike, os europeus já praticavam o ciclocross.


Vejam este trecho tirado do Maglia Rosa:

"O ciclocross foi 'inventado' por ciclistas europeus de estrada para manter o seu condicionamento físico durante o outono e inverno, onde as provas eram raras. Se analisarmos as provas de mountain-bike a partir dos anos 90 veremos que os norteamericanos (supostos inventores da modalidade) já não são os dominadores: os europeus vencem quase sempre. Isso não aconteceu porquê os europeus 'pegaram a mão' da modalidade rapidamente: no fundo, o mountain-bike é o neto do ciclocross."

29 de janeiro de 2009

Louco por ti Juventus


Chega de futebol sem graça. Chega de jogadores mercenários. Chega de cartola filho da pura. Chega de Galvão Buenão. Eu quero é o futebol de verdade. Quero ver o bandeirinha com medo de anular o gol do time da casa. Quero ver nego honrando a camisa pra não apanhar da torcida. Quero ver criança e velho tranqüilos no estádio.

E já que nosso negócio é reclamar as ruas, resolvemos também reclamar os estádios. Um dos maiores patrimônios culturais do nosso povo não pode ser destruído assim por uma dúzia de safados.

Por isso tudo, sábado será um dia histórico para o futebol brasileiro e, quiçá, mundial. Sábado surgirá a primeira torcida desorganizada movida a pedal. A massa crítica do moleque travesso. Sairemos da praça do ciclista entre uma e duas da tarde rumo a um dos mais tradicionais endereços do futebol: a rua Javari. Onde assistiremos o Juventus enfrentar o América de Rio Preto. Um jogo de muita tradição no futebol paulista.

Todos estão convidados, não precisa pedalar, pode ir a pé ou de metrô também.

Para ir sentindo o gostinho, leia esse texto e assista este vídeo.

27 de janeiro de 2009

9 de janeiro de 2009

Maglia rosa vintage



Maglia rosa usada por Gianni Motta após vencer o Giro d'Italia de 66.

Meu amigo baiano fundador do Beerganismo encontrou esta belezura nesta página que vende camisas de época.

Nessa época, depois da segunda guerra, o ciclismo era disparado o esporte mais popular da Itália. O Giro d'Italia e as outras grandes provas atraiam milhares de pessoas que se acumulavam nas beiras das estradas para ver o pelotão passar. Eram heróis que serviram para levantar o moral depois da devastação.

Pobre do povo que precisa de heróis, mas pelo menos naquela época ganhava quem tinha perna mesmo, ainda não havia tanto corredor dopado. O dinheiro não falava tão alto.

7 de janeiro de 2009

Maglia Rosa

Procurando no google um programa da RAI para o meu pai (que é o único telespectador de verdade deste canal) acabei encontrando o blog Maglia Rosa. Deixo aqui a dica, é um ótimo lugar para aprender mais e se manter atualizado sobre o mundo do ciclismo. Inclusive sobre sua história.

Como tira gosto, duas curiosidades sobre o Giro d'Italia



Maglia rosa:

“Maglia Rosa” é a identificação do atleta líder da maior (ou uma das) provas de ciclismo de longa distância do calendário mundial: o Giro d’Italia.

Prova tradicional, disputada desde 1909, se não é a mais famosa (o Tour de France é a prova mais conhecida), é considerada mais difícil. A geografia da Itália faz desta prova um prato cheio para os ciclistas escaladores.

No Giro, a cor da camisa do líder é rosa claro. Num primeiro momento, as pessoas que não entendem absolutamente nada do assunto acham estranho e sempre escutamos alguma piadinha infame relacionando o comportamento sexual dos atletas com a cor da roupa que usam. O motivo real da cor rosa é a homenagem a empresa organizadora: o jornal Gazzetta Dello Sport.

Diz a lenda que no tempo dos homens das cavernas (nem tanto!) não havia papel de qualidade para a impressão do jornal. A solução foi a utilização de um papel de qualidade inferior, na cor rosa. Até hoje esse periódico tem as páginas dessa cor.

Maglia nera:

Maglia nera, maillot negro, black jersey, camisa preta.

É o equivalente italiano da lanterne rouge. Como os italianos são sempre do contra, não poderiam fazer uma coisa que já existia em outra prova.

Não se sabe exatamente qual o significado da cor preta e por qual motivo ela foi escolhida. Especula-se que tenha a ver com o luto, tristeza, coisas do gênero.

Porém, da mesma forma que a correspondente francesa, vestir a maglia nera não é motivo de vergonha. Se sabemos quem foi o último em todas as edições do Giro, o mesmo não podemos dizer do penúltimo, do ante-penúltimo e assim por diante. Houveram edições nos anos 40, em que alguns corredores tentavam perder o maior tempo possível (mas cuidando para não serem desclassificados por estouro do limite de tempo), sentados em bares na beira das estradas.

8 de novembro de 2008

Vasco da Gama tua fama assim se fez


Pedaço do texto do José Geraldo Couto na folha de hoje. Aprendi a odiar loucamente o Vasco da Gama, culpa do Eurico Miranda. Hoje torço loucamente para que ele não caia pra segunda divisão.



Surgido na época em que imperavam o elitismo e o preconceito, o Vasco da Gama foi decisivo no processo de popularização do futebol, abrindo suas fileiras para os jogadores negros e mestiços, acelerando a profissionalização do esporte.
Um dos recursos baixos que os clubes de elite cariocas lançaram mão para tentar excluir o Vasco de sua liga e de seus torneios foi estabelecer a exigência de um grande estádio próprio para os clubes participantes.
Com grande esforço e tenacidade, a colônia portuguesa no Rio de Janeiro fez uma "vaquinha", mobilizou gente de todas as classes, sobretudo das mais populares, e construiu em menos de um ano o estádio de São Januário, que foi inaugurado em 1927. Até a construção do Pacaembu, em 1940, foi o maior do país.
O Vasco tem em sua história personagens trágicos como Barbosa, dramáticos como Edmundo, picarescos como Romário. É um patrimônio esportivo, cultural e afetivo do povo carioca e brasileiro, cantado em prosa e verso por Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Luiz Melodia. Por isso, amigos, "vamos todos cantar de coração: a cruz de Malta é o meu pendão".


O Dinamite é uma das minhas primeiras referências de seleção brasileira. Um jogador com esse nome certamente foi pensado para o público infantil.

8 de outubro de 2008

A maior defesa da história do futebol

Procurando vídeos do Rodolfo Rodríguez para o último post me deparei com esse vídeo. Simplesmente inacreditáveis as defesas do goleiro do Lyon. Inacreditáveis.