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21 de maio de 2010

Falta uma semana


Sexta que vem começa a fixolimpíada, o maior encontro de fixeiros do país.

Veja esse, esse, esse e esse vídeo caso queira ter uma pequena noção da sem noçãozisse que é.

19 de maio de 2010

Mais uma vez, o 2° maior espetáculo da Terra


Na sexta-feira, dia 28, começa a terceira edição do segundo maior espetáculo da Terra.

A fixolimpíada, ou fixolimpix (pra fugir do COB), é uma bela desculpa esfarrapada para um bando de doido passar o dia e a noite pedalando e tomando cerveja. Realizaremos diversas provas, todas nas ruas, ocupando o espaço público. A maioria é específica para ressaltar as boas qualidades das bicicletas de roda fixa, mas outras bicis sempre são benvindas.

Um bonde de Curitibanos retardados é aguardado e será muuuuuito bem recebido.

Diversão mais do que garantida.

Mais informaões no Fixa Sampa.

12 de março de 2010

Pedalada dos pelados

Amanhã é dia de pedalar pelado!

Ou tão pelado quanto a sua coragem permitir.

Esse protesto bastante estranho e mal compreendido vai acontecer pela terceira vez em São Paulo. Saiba mais aqui.

A idéia é chocar mesmo. Mas chocar para mostrar que há coisas mais obscenas do que um corpo nú. A quantidade incontável de gente que morre a toa no trânsito, a quantidade assassina de poluição no ar, a destruição causada nos laços sociais pelo concreto e pelo automóvel, a brochante erotização mercenária do corpo... isso foi só o que me lembrei agora.

O passeio em si começa tenso. A mídia pressiona por imagens chocantes. A polícia assusta para manter a ordem. Aparecem uns palhaços na esperança de ver uns peitos de fora.

Mas depois que as bicicletas saem a coisa fica muito legal. Os repórteres, em geral sedentários pela vida horrorosa que levam, vão ficando pelo caminho. A alegria de vivenciar essa liberdade quandestina vai contagiando a massa. E as caras de espanto das pessoas que passam não têm preço.

Particularmente não tenho coragem nem vontade de ficar peladão em público. Mas ninguém é obrigado a ficar nú para participar. Basta aparecer com sua bicicleta e respeitar seus concidadãos.

Recomendo.

5 de dezembro de 2009

O poder da chuva

Mais um belo desenho do Cabelo.

E o mais ridículo é que nós dois fomos no segundo bonde pra Curitiba e não nos conhecemos pessoalmente.

16 de novembro de 2009

Pertencer

Admirável reflexão do meu amigo carioca. Ele conseguiu expressar tão bem esse sentimento que seria um desperdício de palavras criar outro texto. Portanto, surrupiei na cara dura. O original está aqui.


O uso da bicicleta no meio urbano tem um papel fundamental em reconstruir individualmente o olhar. Quem pedala não é simplesmente mais saudável e pontual, mas principalmente passa a olhar para o ambiente onde vive de uma maneira distinta. As ruas deixam de ser apenas local de passagem rumo a um destino, passsam a ser parte indissociável do diário ir e vir.

A cada dia, em cada rua que um ciclista cruza, por breves instantes, o asfalto pertence a quem pedala e vice-versa. A bicicleta é o único veículo capaz de tornar seu usuário proprietário e propriedade do espaço onde circula. Essa ligação efêmera se desfaz e se renova a cada giro dos pneus e segue. Sem deixar marcas, mas capaz de mudar para sempre o olhar de quem se locomove nas duas rodas a pedal.

24 de outubro de 2009

Paris


Apesar de ser de Paris, a imagem foi encontrada no Milano.

22 de outubro de 2009

Minhocário



As minhocas são agentes importantes para preparar a terra para que nasçam flores.

Demorou quase quarenta anos, mas enfim parece que o minhocão começa a realizar seu trabalho.

Entenda essa beleza lendo isso aqui.

20 de outubro de 2009

Sustentabilidade

Pelas lindas imagens que cria, Mona Caron é uma das vozes mais influentes do universo da massa crítica, das pessoas que agem pela reconquista das ruas.

Seus lindos murais confrontam o mundo que eu vivo com o mundo que eu sonho e creio possível.

Aliás, não é sonho. Virar a direita ou a esquerda são questões diárias.

1 de outubro de 2009

21 de setembro de 2009

15 de setembro de 2009

Finalmente, a praça é do ciclista!

Foto tirada pelo Aranha.

Depois de um bilhão de anos, finalmente a Praça do Ciclista recebeu suas primeira placas oficiais da prefeitura.

Placas oficiais confeccionadas pelo poder público, a praça já teve um monte. Já teve bandeira, já teve festa junina, já teve cinema ao ar livre, já teve velório, já teve casamento.

Agora a placa foi colocada por quem tem o dever de o fazer. Não por quem o fazia por gosto.

Talvez seja a proximidade do dia mundial sem carro.

Talvez seja obra do acaso.

Fato é que aquele pedaço de chão no coração da maior e mais bruta cidade da américa latina não é dos carros, é dos ciclistas.

10 de setembro de 2009

A bicicleta, o capacete e a vida

A discussão sobre o uso do capacete é muito interessante. Não depende só de fatores objetivos e geralmente contradiz o senso comum.

Ele é feio, esquenta, tem que ser carregado e é caro (custa mais ou menos uma barra forte).

Mas por outro lado, qual é a necessidade dele para uma pessoa que ande suavemente pela cidade?

A principal ameaça que sofrem os ciclistas vem dos automóveis conduzidos por pessoas mal preparadas ou assassinas em potencial. Por estes desconhecerem a lei, mas principalmente por não conseguirem enxergar a vida que se locomove pacificamente em duas rodas e sem motor.

Ciclistas aos poucos vem ocupando mais a paisagem urbana, mas ainda são enxergados como exóticos ocupantes de um espaço inglório.

O blog português Menos um carro, que sempre manda muito bem, roubou frases soltas do Mário Alves, "especialista e consultor em mobilidade com destaque para a mobilidade suave". E como ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, destaco as partes que mais gostei:


Porque é que será que países que têm metas de segurança rodoviária mais rigorosas que as nossas [Portugal], nunca adoptaram a obrigatoriedade do uso do capacete? Porque fizeram contas e estudos sérios sobre o assunto e não basearam a produção legislativa no senso-comum.

A British Medical Association, comparou a perda de vidas por acidentes de bicicletas com os ganhos de anos de vida através da melhoria da saúde do ciclista regular e concluiu que cada vida perdida em acidentes de bicicleta, 20 são ganhas por melhorias de saúde e condição física de quem pedala regularmente.

Como nos poucos países em que foi introduzida legislação para a obrigatoriedade do uso do capacete, tiveram reduções entre 20 a 40% do uso da bicicleta (conforme a faixa etária), o ganho de vidas que o capacete poderia conseguir, não compensa as percas para a saúde dos que deixaram de pedalar.

E ainda não estamos a contabilizar os ganhos para a saúde pública da redução das externalidades devido à diminuição de quilometragem em automóvel.


A promoção do capacete pode aumentar a percepção de que a bicicleta é um meio de transporte perigoso, diminuindo assim a apetência ao seu uso: "...o desincentivo ao uso da bicicleta tem consequências bem mais negativas para a saúde pública, que o aumento do uso da bicicleta sem capacete."

“Ciclistas estão mais seguros quando agem e são tratados como condutores de veículos.” John Forester.


Bem, particularmente, vou continuar andando com capacete. Espero não sentir essa necessidade por muito tempo.

7 de setembro de 2009

Amsterdã de bike

É redundante falar sobre Amsterdã é as bicicletas.

Mesmo assim, veja mais alguns argumentos neste vídeo encontrado no blog da bicicletada de Curitiba.

4 de setembro de 2009

A dança da bicicleta

Há quem diga que tudo tem limite nesta vida.

O ridículo não tem.

Enviado pelo Capitão Lacerdinha.

1 de setembro de 2009

Ocupação do solo

Menos carros, muito mais bicicletas.

Isso ai que você vê na foto são 42 bicicletas dobráveis ocupando uma única vaga de carro. É como se um ônibus ocupasse a vaga de um veículo individual, com a vantagem de gastar absolutamente nada de combustível (e ser muito mais divertido).

Uma coisa que quase nunca aparece nas discussões sobre o trânsito e o espaço ocupado pelos carros na nossa sociedade é a impermeabilização do solo.

Além do custo ambiental para a construção, além dos resíduos gerados na utilização, além do custo da infra-estrutura, além do espalhamento das cidades, além da... a necessidade de milhões de vagas para estacionamento impermeabilizam pelo menos milhões vezes 6 metros quadrados de solo.

Pode trocar toda a rede de esgoto, pode canalizar todos os rios da cidade. Se a água não penetra o solo, não tem jeito, vai tudo direto pro rio e ele revida.

Se o problema fosse só as enchentes...

Essa água que escorre e não é absorvida não alimenta os lençóis freáticos. E como os lençóis são de fundamental importância para o nosso abastecimento de água doce, é melhor você parar de tomar banho. Ou parar de beber água. Você escolhe.

Se o problema fosse só a falta d'água...

Os raios de Sol que batem no concreto são devolvidos quase que instantaneamente para a atmosfera. A maior parte na forma de radiação infra-vermelha, que percebemos na forma de calor.

Uma árvore absorve os mesmos raios e usa essa energia no seu metabolismo. A respiração dela regula a umidade do ar e ajuda a manter a temperatura mais homogênea durante o dia. Ela não devolve a água e o calor imediatamente, vai soltando-os aos poucos.

A grama ou qualquer outro vegetal também faz isso e não é a toa que São Paulo deixou de ser a cidade da garoa para se tornar um deserto cinzento.

Se o problema fosse só... bem, é melhor parar por aqui.

Mas fica a sugestão: quebre um metro de concreto e plante um metro de qualquer coisa. O espaço a tua volta agradece.



Essa foto motivadora foi encontrada no Maglia Rosa. Se você se interessou pelo tema, recomendo
que leia O Eco (principalmente as colunas do Fernando Fernandez) e procure saber mais sobre jardinagem libertária (ou aqui).

28 de agosto de 2009

É hoje!!

Depois da bicicletada sai o bonde rumo a cidade do sorriso.

Se der a louca, aproveite. Corra pra Paulista que ainda há vagas.

Veja aqui o que aconteceu no ano passado.


Foram alguns dos dias mais legais da minha vida.

25 de agosto de 2009

Pastoral





Esse cara é realmente muito bom.

5 de agosto de 2009

Lógica invertida

O amigo cidadão Daniel, num dia comum, travou o seguinte diálogo com um senhor também cidadão, agente da empresa que controla o trânsito de seres vívos desta cidade.


Cenário: Rua do Bosque, um trecho tradicionalmente engarrafado em função do estacionamento problemático embaixo do Tribunal Trabalhista, na Barra Funda, São Paulo. Apesar do nome, praticamente nenhuma árvore, só os carros constantemente buzinando e formando filas intermináveis para tentar acessar o prédio e calçadas assustadoras, com direito a pedaços de ferro erguidos, buracos, trechos onde não dá para passar duas pessoas e fumaça, muita fumaça. Manhã de terça-feira, 10h, dois funcionários da CET orientam os motoristas para que o trânsito não pare. A ordem é pé no acelerador.

- Bom dia, com licença, vocês estão fazendo alguma operação especial ou é um estudo de monitoramento do trânsito?
- Opa, não, não. É que está tendo um evento no Fórum, aí chamaram a gente para organizar o trânsito.
- Essa rua sempre pára.
- Pois é.
- Bom, como faço para fazer uma solicitação relativa ao trânsito?
- É dessa rua?
- Não, é daquele viaduto ali. A calçada é um pouco menor que a minha aberta assim ó - abri a mão esticando os dedos, não muito.
- Un... Qual a sua solicitação?
- Aumentar a calçada, tirar uma pista para os carros.
- Tirar uma pista para os carros? Mas isso não dá. Essa avenida já está MUV (ou MUF, ou MUB), já está saturada.
- Mas tem bastante gente que atravessa o viaduto a pé e, quando duas pessoas se encontram, uma tem que descer para a rua, é perigoso.
- Olha, se tirar uma pista dos carros, o trânsito vai piorar ainda mais, a fila vai ficar pior.
- Não tem como piorar, amigo. Aquilo sempre está travado. E, se piorar, as pessoas tentaram outras maneiras de fazer esse trajeto, né? Talvez até melhore o trânsito.
- Olha, fizeram isso na Matarazzo. Quer dizer, tiraram uma pista dos carros e fizeram uma exclusiva para os ônibus. O pessoal reclamou bastante e nas duas faixas de carro o trânsito travou de vez.
- Mas esse modelo não tem jeito mesmo, né? Se todo mundo for de carro, não cabe.
- É, isso é verdade.
- Olha o que estão fazendo na Marginal. Vai resolver abrir mais pistas?
- Não, de jeito nenhum. Logo mais a gente em vez de 7 pistas congestionadas, vamos ter 11.
- Então! A solução é diminuir as pistas dos carros. Nessa questão dos viadutos, eu tenho interesse também porque passo de bicicleta por aqui e, se continuar assim, qualquer hora vão me atropelar. Com quem eu posso falar?
- Liga lá na CET e faz a solicitação, eles encaminham para a Subprefeitura. Mas posso te falar uma coisa?
- Claro!
- Não sei se o pessoal da Prefeitura gosta desse tipo de idéia não. Não sei...
- Bom, vou tentar. Obrigado e bom dia aí para vocês.
- Bom dia!

CETs se reaproximam e ficam conversando enquanto acenam para os motoristas acelerarem.

4 de agosto de 2009

Bonde de Curitiba

Essa menina foi voar em Curitiba no bonde do ano passado e resolveu fazer esse vídeo, contando como esse foi um dos dias mais bonitos da vida dela.

O bonde pra Curitiba é o momento de encontro do pessoal da bicicletada daqui com o da bicicletada de lá. Pegamos um busão na sexta a noite, logo após a nossa bicicletada, e chegamos lá na fria manhã de sábado, com uma quente recepção.

Ainda dá tempo de participar. Veja aqui.