20 de julho de 2009

Minhas meninas

Apaixonado por bikes como todo brasileiro e num incômodo momento de exposição da minha vida na interneta, apresento minhas magrelas.

Em algum momento que não sei precisar bem, virei um maníaco. Comecei a comprar várias bicicletas usadas. Cada um que me oferecia um ferro velho, fechava negócio. Tá certo que a mais cara custou trezentão. Cada uma com uma característica especial que justificava sua presença. Cheguei a ter nove bicicletas, não cabia mais em lugar nenhum. Tinha uma que dormia no meu quarto. Hoje estou só com quatro.

Até então não entendia as pessoas que reformam carro velho. Agora os respeito.

Essa primeira é minha speed. Se chama Verona, em homenagem ao meu pai (cidade natal da família dele). É uma Raleigh americana que passou por pelo menos quatro pessoas antes de chegar em mim. Fiz a burrada de mandar pintá-la antes de descobrir a história do modelo. Agora só sei dizer que ela é uma Raleigh americana de comoly. É um avião. Muito confortável, exceto pelo trocador na parte de baixo do quadro. Comprei ela do Zé, antes dele fugir pra Suíça.


Essa belezura é minha fixa. Atende pelo belo nome de Vaca. Mais um produto com o selo Canna de qualidade. Ainda não me adaptei muito bem a ela. Faltam alguns ajustes. Falta andar mais, na verdade. É com ela que vou na fixolimpíada. Andar de fixa é um prazer inenarrável.


Reparem no refletor de raio que o Zé me mandou da Zoropa.


As duas são imponentes. Mas quem faz o serviço sujo, quem carrega o peso, enfrenta o dia-a-dia e vai comigo pra Graciosa é a Pretinha, uma Caloi pesada e mal feita que eu adoro.

Tenho ainda uma ceci que está reformando. Pretendo transformá-la para aro 700 e, talvez, fixá-la.

5 comentários:

meandros disse...

Que legal, parabéns pelas bicis! Uma mais bonita que a outra!

Eu tenho duas, uma Caloi 10 que virou fixa (tenho desde 84, mas mudou tantas peças que não sei se tem algo ainda daquela época)que serve para trajetos rápidos e relativamente curtos e uma Caloi City Tour para trajetos mais longos, acidentados ou com carga razoável.

Há braços!!

Silvio Tambara disse...

Cara, faz tempo que to tentado a comprar essa city tour. Ela é parruda? Aguenta bem o dia-a-dia? Cê já foi pro mato com ela? Enfim, recomenda?

Não comprei ainda porque é caloi e ela tem umas peças que são só dela (paralamas e bagageiro, basicamente). Tenho medo de ficar na mão quando eles pararem de fabricar a bike.

Tudo mentira. Não comprei ainda porque uma híbrida, aro 700, com bagageiro e paralamas é a bicicleta dos meus sonhos, então estou enrolando para realizá-lo.

tessie27 disse...

Gostei do fotógrafo: ótimo enquadramento, iluminação perfeita.

meandros disse...

Cara, a City Tour é uma bicicleta boa, bastante confortável. O problema são os acessórios e peças pequenas que são fracos. O pedal, por exemplo, vai pro saco em uns dois meses. Os paralamas são bons, mas de plástico não muito resistente e caso quebrem (que não tão fácil, mas aconteceu comigo) é muito complicado achar outro para substituir.

Ela não é muito ágil na cidade (é que o meu outro parâmetro é a fixa, então já viu) mas para encarar uma estrada e/ou cicloturismo não tem coisa melhor. Para colocar alforges há dezenas de engates, um melhor que outro.

Mas já andei em estrada de terra e lugares muito acidentados e não deu muito certo. O quadro grande e os pneus finos são para andar no asfalto mesmo...

Resumindo, com alguns ajustes ela proporciona estabilidade, conforto, velocidade e robustez. Tá bom, né?

bobmacjack disse...

Belíssimas meninas!

Cada vez que leio sobre o entusiasmo com as fixas fico com mais vontade e menos medo de transformar a menina que me derrubou.