16 de abril de 2009

The dark side of the math

Hoje meus alunos fizeram uma prova. Uma prova onde o foi cobrado o seguinte conteúdo: exponencial, logarítmo e dark side of the moon.

Dark side of the moon?

É.

E por que? Qual a justificativa pra isso?

Bem, na verdade, relacionar síntese, análise, conhecido, desconhecido e discutir o que é a resolução de um problema foram só desculpas para enfiar em uma prova de matemática algum rock 'n' roll.

Afinal, se a matemática é coisa dos inferno e o diabo é o pai do rock, os dois devem ter algum parentesco. Provavelmente são irmãos.

A questão foi a seguinte:


A Lua é, proporcionalmente, o segundo maior satélite do sistema solar. Isso tem conseqüências importantes, como as marés, e conseqüências intrigantes, como o fato dela se apresentar para nós sempre com a mesma face. Uma parte dela nós sempre vemos, a outra nunca vimos nem nunca veremos – só três seres humanos astronautas tiveram esse privilégio. Existe um lado conhecido e outro desconhecido da lua. Um lado visível e outro incógnito. Um lado iluminado e outro sombrio.

Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd se inspirou neste fenômeno para batizar um de seus discos mais famosos: the dark side of the moon (o lado sombrio da lua). O disco ficou dez anos nas paradas de sucesso e é considerado por muitos, inclusive eu, o disco mais importante da história do rock. O amor, a morte, a loucura, a amizade, a guerra e o tempo são temas abordados nas letras.

A capa (figura acima) traz um prisma refratando um feixe de luz. A refração é o fenômeno onde a luz muda de direção ao mudar de meio material. A luz branca que entra num prisma se divide em suas diversas cores componentes. As cores continuam sendo exatamente o que eram: luz. O prisma não transformou a luz, apenas separou seus diversos componentes, sem alterá-los.

Na matemática, nas ciências em geral e na vida, utilizamo-nos de duas ferramentas de raciocínio: a análise e a síntese. A primeira é o processo de dividir uma coisa grande em partes menores, mais fáceis de entender. A segunda é o caminho oposto: juntamos as informações fragmentadas para termos uma nova informação.

Sobre esse pano de fundo, relacione o lado escuro da lua com a resolução de um
problema matemático?

Ainda não sei quantos responderam e como foram as respostas.

Agradeço enormemente os comentários e desconfianças da Tia Tal, do Peixoto, do Zé e da Roberta. Loucuras são mais acessíveis quando não se está só.

9 comentários:

Flor do Horizontee. disse...

ée, eu não respondi...
mias era porque não tinham as cores no desenho, isso me prejudicou.
:D
é brincadeira,

opskaopksapskpaoskaps

meandros disse...

Pensei que eu fazia provas elaboradas... parabéns pela questão!

goitaca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
goitaca disse...

Eu acho que vc se deu mal, te pagam para dar aula de matematica e vc vai ter que corrigir resenhas e ensaios totalmente gratis.

Mas que foi genial, foi. Parabéns paraninfo.

Mariana disse...

De repente resolvi ver seu blog, do nada. Aí o que eu encontro? Essa questão. Estou rindo até agora. É isso aí, se você queria reflexão, conseguiu. Uns pensaram sobre o assunto, outros sobre o que leva um professor a elaborar uma questão dessa, outros sobre o que estavam fazendo lá naquele momento:^)

Beijos!

Rogério de Almeida disse...

Depois passa o gabarito pra mim.

Ana Carolina disse...

É professor, eu nem respondi essa questão, tava muito preocupada com os logs que até a ignorei. Mas sabe que eu não teria conseguido respondê-la ? Fiquei triste por isso (brincadeira), mas eu acho que filosofando dava pra ter respondido. Aposto que o Henrique respondeu e você vai ficar orgulhoso da resposta dele. Da próxima vez, tenta uma pergunta do Bob Marley. Aí eu vou fazer questão de responder hahahaha. AIAI, VOCÊ É UMA COMÉDIA.

beijão ! :*

ps: depois me fala qual era a resposta ? hahaha

tessie27 disse...

Que coisa linda
Adoooooooro

le disse...

so uma recomendação, assista a um exepcional documentario sobre a lua, Moon Rising, legendado no youtube, =] até mais