31 de janeiro de 2009

O dia depois de amanhã

E agora José? A festa acabou...

30 de janeiro de 2009

Se o trânsito fosse realmente uma guerra


Eu trocaria a metralhadora por uma bazuca. Ou por um lança morteiro.

29 de janeiro de 2009

Maldito Descartes. Bendito Descartes.

"O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de se contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que têm." R.D.


Colocar o nome na história é fácil. Muitos idiótas conseguiram. Difícil é colocar o nome na história e ser lembrado pelos motivos certos.

René Descartes até hoje é considerado o pai do racionalismo e um dos fundadores da idade moderna. Suas contribuições transcendem nossas divisões de conhecimento. Mais apropriado do que dizer que ele contribuiu para o progresso da matemática ou da filosofia é dizer que ele contribuiu para o progresso do conhecimento humano. Até o começo do século vinte o chamado cartesianismo (Cartesius era a forma latinizada do nome Descartes) era a própria imagem da ciência e do caminho correto da busca pelo conhecimento. Do meio pro final do século vinte ele virou o culpado por todas as mazelas causadas pela forma mecânica-reducionista de ver o mundo.

Nem tão ao céu, nem tão à terra.

Até chegar a idade adulta, René Descartes levava uma vida mansa. Sua família era abastada e ele nunca passou dificuldades. Trabalhar? Acordar antes do meio dia estava fora de questão. Teve acesso a livros e ao que havia de melhor na educação e na cultura da época.

Porém, não era considerado exatamente um bom aluno. Ele não conseguia concordar com a forma com que seus professores, padres jesuítas, tratavam o conhecimento e arranjou algumas encrencas por conta disso.

Então, após concluir seus estudos, quando todos esperavam que ele assumisse um cargo público ou em alguma universidade, Descartes resolveu chutar o balde e se alistar no exército de Maurício de Nassau.

Epa, alistou-se num exército??? Tava querendo morrer???

Talvez. Mas a principal justificativa que ele deu foi que não conseguia encontrar proveito em continuar na vida acadêmica, melhor seria viajar para conhecer o mundo. E pra isso nada melhor do que um exército bastante ativo. (Nassau esteve no Brasil, conquistou pernambuco e arredores, viveu um tempo por aqui. Ou seja, "quase" que Descartes conheceu o Brasil!).

Agora imagina a situação que ficou o general (não sei bem se era essa a patente) que recebeu o cara em suas tropas. O cara era um folgado, não estava acostumado a trabalhar, nunca deve ter feito esforço braçal, não devia nem conseguir carregar uma bala de canhão. Em suma, era um fracote. E por mais que tenha se alistado por vontade própria, ainda era o filho de um nobre e se ele morresse na frente de batalha o general talvez tivesse alguma dor de cabeça.

Por outro lado, devia ser um dos únicos ali que sabia ler e resolver problemas matemáticos.

A solução desse impasse foi fundamental para que o jovem e "desmiolado" Descartes chegasse a uma de suas maiores contribuições: a idéia de função.

Descartes ficou responsável por manusear um aparelho ótico (não consegui encontrar o nome desse aparelho, mas deve ser algo parecido com um teodolito) que possibilitava medir a distância em que se encontravam as tropas inimigas. Seu trabalho era encontrar essa distância e passar a informação para o canhoneiro, que girava uma manivela e deixava o canhão na angulação correta para acertar o alvo.

Ele percebeu que a quantidade de voltas que o experiente canhoneiro dava na manivela dependia do número que ele falava. Percebeu que, apesar de voltas de manivela e distâncias não terem aparentemente nada a ver, existia uma relação numérica entre essas duas coisas.

E dessa forma até mesmo meio besta, sua proposta se mostrou bem sucedida. Depois de passar muitos anos na escola, foi na "universidade da vida" (que brega!), metendo a mão na massa, que ele desenvolveu uma das idéias mais brilhantes da história.

Descartes é uma figura muito bacana. Voltaremos a ele muitas e muitas vezes.

Recomendo a leitura deste texto.

Louco por ti Juventus


Chega de futebol sem graça. Chega de jogadores mercenários. Chega de cartola filho da pura. Chega de Galvão Buenão. Eu quero é o futebol de verdade. Quero ver o bandeirinha com medo de anular o gol do time da casa. Quero ver nego honrando a camisa pra não apanhar da torcida. Quero ver criança e velho tranqüilos no estádio.

E já que nosso negócio é reclamar as ruas, resolvemos também reclamar os estádios. Um dos maiores patrimônios culturais do nosso povo não pode ser destruído assim por uma dúzia de safados.

Por isso tudo, sábado será um dia histórico para o futebol brasileiro e, quiçá, mundial. Sábado surgirá a primeira torcida desorganizada movida a pedal. A massa crítica do moleque travesso. Sairemos da praça do ciclista entre uma e duas da tarde rumo a um dos mais tradicionais endereços do futebol: a rua Javari. Onde assistiremos o Juventus enfrentar o América de Rio Preto. Um jogo de muita tradição no futebol paulista.

Todos estão convidados, não precisa pedalar, pode ir a pé ou de metrô também.

Para ir sentindo o gostinho, leia esse texto e assista este vídeo.

Taca preda no Laércio


Uma imperícia típica dos maus motoristas que não sabem que o código brasileiro de trânsito obriga o motorista a passar a bicicleta a 1,5 metro de distância e a uma velocidade compatível. Que não sabem que os veículos maiores devem cuidar dos menores e todos cuidam do pedestre. Mais: a preferência é sempre dos mais fracos: carroças, bicicletas e principalmente pedestres. Não por egoísmo destes, mas para preservar-lhes a vida e a integridade física. Um carro você conserta em horas, uma perna em meses. Uma vida... vai-se.



Duvido que ele vá escrever muito. Seria bom se o fizesse. Mas fica aqui a dica: leiam as gotas preciosas que o Láercio nos brinda em seu blog.


Amigos eu fiz e faço, amigos eu perco. E segue o barco, com aqueles que querem continuar nele. E com aqueles que eu deixo continuar. Que venham as pedras!



Na foto tirada pelo André, eu e Laércio descendo a graciosa. Foi um dos dias mais lindos da minha vida.

Bicicletada da paz




Paz. É o de que mais precisamos nesse momento, tanto no mundo como em nossas casas. Janeiro foi um mês difícil: muitas perdas de inocentes, alguns do outro lado do planeta, outros bem na rua pertinho de nós. Por isso, a Bicicletada Paulistana de Janeiro busca celebrar a PAZ, resgatar a alegria que é se locomover de bicicleta e mostrar que um outro mundo é possível. Um mundo onde as ruas são de todos e existe a possibilidade de convivermos pacificamente, em Paz.


O local? O mesmo de sempre, Praça (ainda não sinalizada) do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista, entre as ruas da Consolação e Bela Cintra.

O horário? O mesmo de sempre, concentração a partir das 18:00 e saída às 20:00.

O trajeto? Como sempre, decidido na hora, mas sempre um trajeto que seja possível para toda a massa.

Apareça e confira. Em caso de chuva, a Bicicletada está automaticamente CONFIRMADA, pois quem pedala sabe que depois da tempestade vem o ar limpo, pelo menos por algumas horas.


Saiba mais:

O que é
Massa crítica
Entre em contato

Uma questão de matemática básica


Reciclar é bom. Reutilizar é mais legal ainda. Conseguir nem gastar é o que há.

Num sistema fechado é impossível falar em recursos infinitos.

28 de janeiro de 2009

I will derive


Péssimo!!!!

Acho que qualquer pessoa que não seja das exatas vai me xingar.

Quem for também vai, mas vai dar aquela risadinha malvada.

27 de janeiro de 2009

26 de janeiro de 2009

Ciume da Daniela

Comentário da minha amiga psicolouca Daniela no post "ciúme do Contardo".


"... meu bem, o ciúme é pura vaidade" rsrs

Penso no ciúme como algo que protege nossa auto-estima. Quem sente ciúme, sente-se ferido em seu narcisismo, sente um rompimento de equilíbrio. E quem aceita o ciúme possessivo do companheiro, põe-se num lugar de objeto, como se sentisse protegido do próprio desejo e do desejo alheio, como se isso fosse possível.